no final do caminho há sempre um espelho

 

Os estalos no céu anunciavam o púbere ano.

Na embriaguez egoísta,

o verde não custou a apodrecer.

Alguns vícios, afinal, negam sua obsolência.

 

Quatro paredes a separam de um juízo,

mas a tornam refém de sua complacência.

Das escolhas passionais, ela sabia,

não se espera menos que um arrependimento.

 

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Alento

octopus by ~Shinne on deviantART

 

3 dias que tornei a sentir as palpitações.

Saudade.

Ternura.

Solidão.

E eu comecei a reviver o passado

das sensações que a tempos não eram mais minhas.

Tu me tinhas.

Tu ainda me tens, afinal.

 

Eu tornei a sentir saudade do calor,

que uma alma sozinha não causa.

Senti o arrepio e a vertigem.

Anseie mais uma vez a calma.

 

Eu te deixei partir

por minha desumanidade cruel.

Me tornei alheia a felicidade faz tempo.

E sem você, nunca tornei a olhar o céu.