nadar

imerso na volúpia,

é mais um a caminhar na sarjeta,

indigente.

buscando, na luxúria,

este amor fulgente,

De estórias.

de onde muitos partiram

sem glórias.

inconcebível e

de débil procura.

há de garantir

à mil homens, loucura.

 

de sagas, odisseias vorazes,

a jornada intransferível

de uma vida por se findar.

 

o nada, o existir,

o se afogar.

Palavras sujas, 

Versos ébrios,

O fulgor do desconhecido 

Aos olhos já cedidos ao embaço da embriaguez. 

Apenas gozo,

Carne.

Em um homogêneo de fluídos mundanos, 

Mais um crepúsculo de vícios.

Dois estranhos unindo suas solidões.

De carne efêmera,
imortal em essência.
Coração e alma,
À flor da pele.
Desabita.

Ela se encontrou.
Transpôs.
Em algum lugar.
Todo lugar.
Da face finita
ao infinito.

Na imortalidade da lembrança.

(e esse é o abraço que eu encontrei pra te dar)

Embaço

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Cismo naquele segundo,
Onde o tempo pareceu infinito,
Na lembrança que rebobino,
Embaçada.

Que teu beijo cálido,
Salva da hipotermia,
Esse peito em gelo,
Que por amor tremia.

Fujo da nitidez das emoções,
Torno o copo.
Torno-me.
Mais um gole.

Uma fuga de mim,
Do fracasso em me sentir,
Do receio ao real,
Me prefiro ilusão.

No meu sentimento tácito,
Sou quem prefere poesia
Sobre o inalcançável.