do calor, fiz meu intento.

da euforia ao desalento,

me repito,

em eterna paráfrase.

 

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1º ato

da sombra sobre o mármore,

no abstrato que se faz concreto.

idealizo o intocável.

revivo dores

das quais fui sujeito.

sinto,

mas me faço alheio.

 

 

deito em minha existência,

se existo.

me cubro de solidão.

se a sinto.

 

escrevo,large

porque finjo.

 

Palavras sujas, 

Versos ébrios,

O fulgor do desconhecido 

Aos olhos já cedidos ao embaço da embriaguez. 

Apenas gozo,

Carne.

Em um homogêneo de fluídos mundanos, 

Mais um crepúsculo de vícios.

Dois estranhos unindo suas solidões.