Porcelana e adubo

Vaso vazio,
Que de flores belas foi lar.
Flores estas que ele deixou a esmo,
Pro tempo levar.

Vaso, na janela,
Vê o mundo passar.
De existência já descrente.
Não vê a hora de se acabar.

Seus cacos se espalham,
Depois de fatal acidente.
Onde o adubo acoberta o chão.
Ele é a terra jogada
Sobre o próprio caixão.

Vaso oco,
que na vida já não insiste.
Dor só é ruim,
Pra quem existe.

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Uma opinião sobre “Porcelana e adubo

  1. Adorei. Isso que tu faz é un das minhas coisas prediletas de ler. De coisas simples, momentos, objetos, achar um que de imaterial uma sensação, um sentido, emoção. Gostei do blog, joinha. 🙂

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