E nós já estamos em Maio

Naquele sábado-acaso,
eu reencontrei o meu mártir.
Eu lembrei daquele mês de junho,
quando eu vi você partir.

É você, amor?
Eu já não sei te reconhecer.
Teus olhos ainda me tremem as mãos,
mas eles mudaram a cor.

Você ainda me aparece como meu suspiro escondido de humanidade.
Como o impulso de procurar a compaixão
onde só há mais um lugar vazio.
Onde eu me perco,
E me acho só.
Os mesmo lamentos que já sei de cor.

É você, amor.
Em outro corpo.

Mas com o mesmo estrago.

 

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