Ladrão

Blah, blah, blah.

Teus olhos vermelhos

Do fumo e do choro.

Que lamentam o desgaste,

e te tiram o decoro.

 

Te tirei a pureza,

as roupas, sapatos.

Deixei em ti o gosto de ausência na boca

e um vazio amargo.

 

Plantei em ti saudade.

E agora escrevo sincero.

Estampo em jornais

Todos os males dos meus furtos.

Todos os meus pecados carnais.

 

Do sentimento que te furtei,

fiz a minha arte.

Te roubei até as ilusões,

e deixei o que é meu a parte.

 

E eu quis no fundo das palavras,

ter sentido o infinito.

Mas sou um velho de falso pudor.

Cheio de egoísmo.

E que em teus olhos ganhou cor.

 

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2 opiniões sobre “Ladrão

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