Sinto muito, amor. Eu ainda não te achei na multidão.

Os casos ébrios de uma noite

só me esvaziam.

Trocaria mil deles,

pelo peito prestes a explodir sensações.

 

O sentimento que me falta

e me desgasta em palavras dos outros.

O abstrato que me abstrai,

e me condena

a viver escrevendo sobre o que nunca toquei.

 

Trago cem cigarros,

mas não te trago pra mim.

Te procuro entre os estranhos que andam na calçada,

nos ônibus lotados,

entre as linhas dos poemas,

e as faixas do cd.

Procuro sentir o que não sei descrever.

O que nunca achei sem ser em você.

 

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