Sobre o dia em que queimei meus cadernos

Nem minhas lágrimas

apagaram aquele fogo nos olhos.

E nem minha alma foi poupada daquela combustão.

Tudo dentro de mim era um vazio,

onde ecoava o triste bater sozinho

do coração.

 

Eu queria traduzir o eco,

mas a minha boca já não me pertencia.

Você ainda preenchia meu corpo todo,

mesmo que no físico,

fosse um quase-oco.

 

Você esta na minha mente abstrata,

mas tão concreta quanto esses pontinhos nas tuas bochechas,

e esses teus lábios vermelhos.

Você vive nos meus poemas,

perto ou longe,

no pretérito imperfeito.

 

E pra esse amor inflamável,

bastou uma faísca.

 

Eu falhei em te apagar de mim.

 

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7 opiniões sobre “Sobre o dia em que queimei meus cadernos

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