Meu caro amigo,

 

Eu sei, eu sei,

não é de abrigo físico que precisa.

Precisa de algo maior.

Precisas matar esta angústia do peito.

Superar os teu anseios,

e arcar com o suposto imperfeito.

 

Mas e se?

O “e se” machuca.

O “e se” arranha.

Arranha como a planta florescendo no útero virgem.

É a tua juventude se corrompendo.

 

Mas posso te prometer que vai passar?

 

Você vai ver a alegria nos olhos da inocência.

Vai sentir o inadjetivável  barulho das pequenas palpitações.

Você vai sentir sumir o peso das tuas ações.

Vai ver a beleza.

Sentirá mais que essa poetisa já sentiu.

Preferirá um a mil.

 

Não se acanhe com esse pedacinho de ti.

É tua existência sendo marcada.

É tua vida sendo bordada.

 

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